domingo, 25 de setembro de 2011

Internet: benefícios e malefícios – capítulo 2

Todo mundo quer encontrar uma definição para a palavra “internet”. Mas, quase sempre encontra a mesma resposta: uma rede de computadores interligada mundialmente para a transferência de dados. No entanto, significa muito mais do que isso: a internet poderia ser considerada o maior arquivo do mundo, no qual todos podem acessar sem deixá-lo bagunçado. Pois, é muito diferente de Você abrir uma gaveta ou pasta para procurar um documento, porque certamente não deixará na ordem em que encontrou.

É possível dizer também que a internet se tornou uma grande biblioteca. Para os estudantes que eram obrigados a irem a bibliotecas pra pesquisar, agora têm a comodidade de fazê-lo “onlinemente”. Aparentemente, isso é muito bom. Ganha-se tempo. Em contrapartida, muitos alunos pensam que qualquer trabalho escolar se resume ao site Wikipédia, esquecendo-se que existem outros que poderiam complementá-lo. Para quem vai fazer um trabalho acadêmico mais aprofundado, como tese e/ou monografia, o Google Books é uma excelente fonte de consulta. Pois, disponibiliza parte de livros digitalizados. Aliás, o Google em si já é uma ferramenta de conteúdos que, inclusive, dá sugestões de buscas aos cibernautas em seu buscador.

A internet é uma ferramenta livre de informação, na qual todos podem compartilhar, tanto postando quanto visualizando. Até o momento, a mais eficiente, porque é possível atualizar os dados em tempo real, bem diferente dos livros ou jornais, por exemplo. Veja que, quando acontece um grande terremoto, as primeiras notícias é a do fenômeno. Minutos depois, a mesma página pode ser alterada, já acrescentando se existem algumas vítimas ou não. Horas depois, o número de gente afetada na tragédia sobe e, por aí vai... Você também pode assistir depois o capítulo de uma novela ou o noticiário etc.

Na internet ou na web – tanto faz – é possível divulgar conteúdos escritos, fotos, vídeos, músicas etc., para atender os mais diferentes gostos e necessidades. Para os internautas isso é muito bom, porque significa informação disponível em qualquer lugar e, muitas vezes, sem sair de casa, até mesmo grátis. Mas, para os proprietários dos mesmos, nem sempre. Baixar vídeos e músicas, por exemplo, implica na questão dos direitos autorais (lei 9610/98), já que seus autores geralmente deixam de ganhar com o trabalho. O que faz com que se ponha em xeque se isso é ou não um bom uso da rede de computadores. Discutir o porquê disso não é o propósito aqui, ficando para outro texto.

Tem gente que pensa que a web se resume a Orkut, Facebook e Twitter. Nada contra a nenhuma dessas redes sociais, porque eu também tenho tudo isso! As duas primeiras são ideais para quem quer mandar um recado ou manter contato com parentes distantes. Porém, os fundamentos da internet são o conhecimento e a liberdade de pensamento, que podemos ter com os dedos, lendo um jornal, um livro, ouvir uma música, colocar em discussão temas relevantes à sociedade, ou seja, fazer o bom uso da mesma para acrescentar algo em nós mesmos. Inclusive, sendo utilizada para criar um blog, um site, para expor um trabalho, uma reflexão ou até mesmo fazer uma propaganda positiva de nós mesmos.

A internet pode ser uma ferramenta perigosa nas mãos de pessoas descontroladas, porque possui repercussão imediata. O que tem de gente que escreve besteiras não está no gibi! Infelizmente, a mesma passa a ser usada para difundir discriminação ou coisas que não vão acrescentar nada no dia a dia. Muitas celebridades se ferram (pra não dizer, mas já dizendo: se “fodem”), por terem falado o que não deveriam, já que são pessoas públicas. Pois, são referências aos fãs e às classe que pertencem. Tem indivíduos que postam que foram pra festa de aniversário do fulano de tal, que está no cinema em determinado momento ou que teria acordado com preguiça, por exemplo. Quanta bobagem! Mas, essa é uma forma de utilização “pseudoinocente” de querer se amostrar sem denotar que está fazendo exatamente isso.

A web – especialmente o Twitter – também serve de janela para protestar qualquer coisa, manifestar insatisfação e até mesmo, fazer reclamações como consumidor, no caso de erro e/ou negligência de empresas de venda e/ou prestadoras de serviços. Isso faz com que lhe atendam mais depressa, pra evitar que a marca continue sendo mal-falada. Porém, precisa ser usada com consciência e responsabilidade, para que o problema não se volte contra o consumidor. Pois, dependendo do caso, a companhia poderia alegar que foi difamada pelo cliente, portanto, revertendo o efeito pela causa ao favor dela. Esse recurso deve ser usado em penúltimo, antes de se chegar à justiça, após inúmeras tentativas em vão de solucionar o problema.

A internet pode servir para infinitas coisas. Mas, isso fica para a próxima!

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