sábado, 25 de setembro de 2010

Política: democracia e ignorância

Não há época melhor para se falar de política do que em ano eleitoral. As pessoas costumam ficar mais interessadas no assunto. Mas, fora deste período o que mais se vê é gente batendo no peito e dizendo com orgulho que “odeia política”. Uma pena! Pois, os que a amam estão se dando bem nela e não querem “largar o osso”.

Ao que parece, colocaram “mel” nesse “osso”, porque cada vez mais pessoas estão “interessadas” nisso. Pelo menos no Brasil, qualquer um pode se candidatar a altos cargos públicos, com base numa Constituição que teoricamente diz que todos são iguais perante a lei. Para cuidar de um país como o nosso, com mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados e com uma população próxima dos 200 milhões não é necessário ter nível superior. Basta saber assinar o nome! “Simples, assim!”. Querem administrar um país como se tivessem tomando conta de um boteco. Mas, lembre-se de que quem pode estar “bêbado” é o eleitor!

É muito mais fácil um indivíduo obter sucesso numa carreira política do que num concurso público para auxiliar administrativo ou gari, por exemplo. Para isto é preciso fazer provas dificílimas, sem contar que são pagas e podem chegar até 10% do salário ofertado! Se exige tanto de um concursado, que os vitoriosos podem se considerar mais sortudos do que se tivessem ganhado na loteria.

Qual a função de um governador ou de um deputado?: Isso se aprende depois que assumir o cargo! Tem gente que pensa que é tudo igual, que o negócio é só prometer casas, hospitais, construir escolas e melhorar a segurança pública. Esta é tarefa do Poder Executivo (presidente, governador e prefeito) e não do Legislativo (senador, deputado e vereador), cuja atividade é criar leis.

Infelizmente, ou como eu diria em algum dos meus textos em espanhol, “desafortunadamente”, a política passou a ser um esporte de “alpinismo social”. Todos querem ganhar muito, trabalhar pouco (Ou não fazer nada. Pelo menos é o que está no inconsciente coletivo!), ter imunidade parlamentar (não pode ser preso se ficar devendo pensão alimentícia) e, dependendo do cargo exercido, pensão vitalícia.

O horário eleitoral gratuito é um “porre”: o jornal começa mais cedo, a novela, mais tarde. São minutos infernais que parecem eternos, mostrando diversas pessoas que não sabem nem falar! O que deveria servir de orientação política simplesmente vira uma piada (e Você não pode zombar, porque estaria desrespeitando uma lei!). É importante ressaltar que “seus” governantes também vão se comunicar com gente de todo o mundo: líderes mundiais, artistas, intelectuais, jornalistas e outras personalidades públicas.

O período de eleições se torna um bombardeio completo: os amigos de hoje viram rivais daqui a pouco, e por aí vai. Todos se criticam. No fim todos caem nos mesmos pecados que seus antecessores: um deles é colocar a “parentada” inteira pra trabalhar.

O eleitor brasileiro – quase que generalizando – sofre de amnésia: esquece tudo o que o candidato em quem votou prometeu, e que não cumpriu. Deveria haver uma lei em que os políticos fossem obrigados a registrar em cartório o que prometessem, e fossem punidos, caso não cumprissem. Ah, impossível, se são eles que criam as leis! Seria o mesmo que dá um tiro no próprio pé!

Uma verdade: o povo brasileiro já está de “saco cheio” com os “doutores” que cuidaram desse país, que agora está apelando pra tudo.

A última moda é dizer que é “Ficha Limpa”. Isto não deveria ser mérito, e sim obrigação de todo o candidato. São os próprios políticos reconhecendo-se como uma maçã “aproveitável” num cesto podre.

Todo mundo pensa que é obrigado a votar, mas não é: o seu dever cívico é comparecer em algum colégio eleitoral, assinar o nome (ou colocar o dedo sujo de tinta num pedaço de papel), digitar algo na “maquininha” e ir embora. Tem gente que ainda pensa que voto nulo ou em branco vai para algum político. Isto já não existe mais! No entanto, ninguém esclarece isso pra Você, eleitor(a)!

Apesar de o Brasil se dizer uma “democracia”, infelizmente, todos temos que sair de casa em pleno domingo, enfrentar uma fila enorme, perder a nossa praia só pra “votar” (o que contrasta com o que se prega, levando-se em conta que democracia significa o “governo do povo”). Talvez, se o voto não fosse obrigatório, os políticos se esforçariam mais com atitudes para conquistar a simpatia dos eleitores do que com promessas de um amanhã que nunca chega.

0 Leitor(es) opinou(aram):

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

As mais lidas da semana:

Leia este site no seu celular:

Clique aqui
By Blogger Touch

Certificado de Qualidade:

Diga "NÃO" à construção da usina de Angra III:

Visitantes DImais:


contador gratis

contador gratis

Link:

Direitos Autorais:

  © Blogger templates Newspaper III by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP