sábado, 26 de setembro de 2009

Tradição nem sempre quer dizer respeito

Quem foi que te disse que “117 anos cuidando de você” quer dizer alguma coisa? Bom, parece que esse não é o caso das Drogarias Pacheco! Estive no último dia 23 (quarta-feira) numa das muitas lojas da rede, na Rua Voluntários da Pátria, 150 – ljs. A/B/C, em Botafogo, Zona Sul do Rio, para comprar uma caixa de adesivo para machucados (não vou citar a marca). No encarte que informava que as promoções seriam válidas até o dia 30 de setembro de 2009, no qual havia um casal de idosos sentados num banquinho, e no fundo o resto da família (personagens criados por eles), tinha na página 11 a oferta desse adesivo (com 40 unidades) e grátis uma outra caixa com 16, custando R$ 4,98 (quatro reais e noventa e oito centavos). Cheguei na loja, peguei uma cestinha, e fui em direção aos produtos. Olhei para um lado, olhei para o outro, e só via ambos com preços nas respectivas embalagens. Por desencargo de consciência, resolvi perguntar à uma vendedora se o desconto seria dado diretamente no caixa, então ela me disse que não havia mais os adesivos promocionais. Aí, eu perguntei como resolver isso, já que no folheto dizia até 30 de setembro, e havia ambos os produtos.

Logo em seguida chegou o gerente, de nome Uelber, o qual a vendedora tinha ido chamar a meu pedido. Falei com ele que queria levar o produto, conforme descrição no encarte, e ele me informou que não havia mais. Reclamei, alegando que estava difícil de encontrar a promoção. Até mesmo perguntei se ele não poderia me dar o desconto já que havia ambos os produtos, tanto o adesivo com 40 unidades quanto o de 16, que me sairia grátis. Simplesmente ouvi que não dava, porque ambos teriam que estar numa só embalagem. Então, já irritado, eu disse que ele teria de me atender, porque segundo o Código de Defesa do Consumidor, uma loja precisa atender conforme a demanda pelo produto. Na cara de pau o gerente me disse que no encarte também dizia “até o término dos estoques”. Eu contestei, dizendo que até o término do estoque sim, mas já que a “casa” tinha os dois produtos a me fornecer, mesmo não estando numa outra embalagem (porque na verdade, eles pegavam os dois produtos e os colocavam numa nova embalagem). Ele, percebendo que eu tinha um conhecimento prévio de direitos do consumidor, me pediu para esperar, enquanto ligava para outras farmácias próximas e ver se havia o produto com o respectivo desconto. Depois de quase meia-hora (cheguei por volta das 12:20h e só saí às 12:50h, aproximadamente), fui informado que tinha numa outra loja. Foi então que, eu comentei com ele que ficava longe para eu ir buscar, já que eu trabalhava no sentido contrário e meu horário de almoço já estava acabando. Eu até sugeri de ele pedir à rede que mandasse entregar lá naquela filial, que logo mais tarde, ou no dia seguinte, sem falta, passaria lá para buscá-lo. Ele disse que não, e pronto. Saí da loja, mas já informando a ele que isso não ficaria assim, e que publicaria isso na Internet, e é o que estou fazendo agora.

Já na rua, nas proximidades da farmácia havia um orelhão, então liguei para o Call Center da rede (0800, porque é de graça) e reclamei com a atendente sobre isso, que verificou se havia o produto em outras lojas, porém me deu a mesma informação que o gerente, no entanto, finalmente me explicou o porquê de não poder me dar o desconto: simplesmente porque o produto grátis havia um outro código de barras para identificá-lo, e se ele me vendesse ambos com outros códigos iria fazer falta no estoque, porque o sistema não reconheceria que foi desconto concedido. Até aí eu entendi, e mesmo assim eu repliquei, já citando as coisas acima ditas. De nada adiantou, e eu voltei para o meu trabalho, porque acabei passando da minha hora de almoço.

O inciso 2°, do Artigo 39, da Lei n° 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor) informa que é vedado (proibido) ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas, recusar atendimento às demandas (procura) dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes. Isto quer dizer o seguinte: se a loja não tiver tal produto, o dever dela é providenciar a reposição do mesmo para atender ao interesse dos clientes. Para ficar bem objetivo, vou resumir: eu fui na loja faltando sete dias para acabar a promoção, e mesmo assim não colocaram outras unidades.

O fato de eu estar aqui me queixando é bem simples: certas coisas que acontecem comigo podem ocorrer também com Você, leitor, e consumidor. Imagine se eu só tivesse o dinheiro “contadinho”, fosse direto ao caixa e na hora o valor cobrado fosse outro, eu teria passado um grande constrangimento na frente de outros clientes. Ressalto também que, por eu estar publicando isto aqui não vai me afetar em nada, muito menos juridicamente, já que não estou difamando a farmácia, tampouco aos funcionários que só cumprem ordens, e sim relatando um fato no qual eu passei, porque eu, na condição de freguês, fui lesado de um direito no qual tenho, sendo assim desrespeitado como tal por não ter sido atendido. E, porque é um direito que a Constituição Federal de 1998 me dá, de liberdade de expressão, desde que eu não me mantenha no anonimato (até porque está bem claro quem sou eu). E, mesmo eu tendo dito que divulgaria esta história, parece que não intimidou em nada ao gerente e a atendente da central de atendimento, que não se mostraram preocupados com a boa imagem da empresa na qual trabalham, ou sequer tentaram pedir um prazo para disponibilizá-lo para mim, sei lá, ao menos mostrar mais interesse em não me deixar com uma má impressão da drogaria (embora tenham visto outras lojas que ainda tivessem a promoção).

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domingo, 20 de setembro de 2009

República do Coração

A quem pertence de verdade um coração?: A você que o carrega ou ao amor que por ele bate? Se há um mundo realmente a ser conquistado é o que existe do lado de dentro do peito, e quem o consegue, mesmo que de modo passageiro, se torna presidente dele. É o único governo no qual não houve covardia para dominá-lo, e sim um jogo de sedução e de interesses, no qual dois seres são cúmplices e vítimas ao mesmo tempo, aproveitando-se das necessidades sentimentais e/ou instintivas um do outro para se favorecerem.

É claro que governar um coração pode ser algo temporário, e também compartilhado: no mesmo lugar onde tem um espaço para tanto amor, há outro para o ódio, a tristeza e outras sensações humanas. Lá dentro há um baú infinito de toda a essência de uma existência.

Por que a paixão está no coração e não no cérebro?: Talvez porque este seja ajuizado, enquanto que o órgão que bate e bate, não. Ou, também, é possível acreditar que o coração é quem controla a mente. As maiores loucuras de amor foram feitas por causa de um coração apaixonado ou desesperado e com medo de perder o que supostamente lhe dava uma razão para continuar existindo. Quantas mulheres não entregaram a virgindade por tentar dar um último passo e evitar um adeus? E, quantos homens não duelaram por causa de uma bela fêmea? As histórias contam e recontam isso, só que de um jeito clássico ou charmoso, para despertar o fascínio dos leitores, ou então, para dar uma visão menos tarada e instintiva do ser humano, porque se a contasse de modo real, se concluiria que tudo não passava de sexo.

Fala-se a verdade e esta é muitas vezes odiada, no entanto, conta-se uma mentira e esta passa a ser amada. No fundo as pessoas não querem uma resposta concreta, mas sim terem a ilusão de que algo lhes faz bem ou que o tem, mesmo que não seja para uma vida toda. Se um homem chegasse a uma mulher e dissesse que só estava a fim de transar com ela, provavelmente não conseguiria o que estava buscando, mas se viesse com palavras doces e blá, blá, blá, poderia tê-la nas mãos ou onde quisesse. Porém, se uma mulher fosse até um homem e falasse que só queria sexo com ele, seria normal, entre aspas, e ele aceitaria, mas ao mesmo tempo estranharia, porque jamais se esperaria que uma mulher dissesse isso, e sim que desejasse ter um compromisso ou ao menos o tentasse. É muito mais normal ou aceitável numa sociedade um homem admitir que precisa e que quer sexo do que uma mulher. Preconceito? Quem sabe!

Por que um coração bate?: Pra dizer que está vivo?: Também. Seria possível acreditar que ele bate por vários motivos: pra mostrar que está ansioso, nervoso e até mesmo apaixonado. No entanto, as mensagens que ele tenta dizer ao seu possuidor são muitas: se ele pudesse, ou ao menos tivesse uma boca, com certeza diria ao homem: “hei, cara, você é louco? Vai deixar aquela gostosa passar assim, despercebido? Não perca tempo, ela tá doidinha por você!” Se fosse a uma mulher, falaria: “até quando você vai ficar fazendo esse joguinho? Homem é paciente, mas nem tanto. Uma hora ele se cansa e vai procurar outra!”

As pessoas fazem de tudo para serem donas de um coração alheio, ou no mínimo terem um espaço reservado a elas, mas quando o conseguem, não sabem o que fazer com ele. Dizem: que o coração é uma terra que ninguém pisa (jamais se conhecerá totalmente o que se passa com o outro); que aquilo que os olhos não vêem o coração não sente (pelo menos os chifres, sim); que o amor é cego (se vê beleza até nas coisas mais feias ou absurdas); e que em terra de cego e torto quem tem um olho é rei (consegue ver algo que é impossível aos demais). Até mesmo falam por aí que: o amor é fogo que arde sem se ver (só quando se satisfaz que se acalma ou se apaga); e que o amor é lindo e o que mata é a falsidade. Enfim, comentam-se muitas coisas, e ainda assim as pessoas continuam caindo no mesmo feitiço.

O que as pessoas mais buscam é uma forma de conquistar o coração de outra, no entanto, a pergunta não deveria ser esta, e sim: como governar o próprio coração? Muitas vezes, uma traição e/ou uma separação ocorre não por causa da outra pessoa, mas pela própria responsabilidade, que só não soube fazer por onde fortalecer-se e dar coragem instintiva para que o(a) parceiro(a) pudesse resistir às tentações, sendo então respeitado(a), como também por si mesmo(a) que talvez não tenha se controlado e perdido o rumo ao aventurar-se com outro indivíduo.

Para se tornar realmente o(a) proprietário(a) ou ao menos continuar conquistando o coração de alguém, superando as dificuldades do dia-a-dia, é importante alimentá-lo constantemente com palavras, gestos, sentimentos e com uma boa conduta. São nas pequenas coisas que se ganha ou se perde: um ato impensado ou estúpido, um excesso de ciúme onde não existe razão pra isso etc. É você quem transforma o coração dominado numa ilhazinha, numa cidade, num país ou num grande continente.


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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Enquete 1

Prezado(a) Leitor(a),

Mundo DImais está realizando uma pesquisa para poder elaborar um texto, e por isso pede a sua participação.

Tema: “05 (cinco) palavras que te fazem lembrar o Funk”.

Já estão disponibilizadas na enquete 17 palavras-chaves que Você poderá escolher, e marcar apenas 05 (cinco) delas.

A pesquisa se encerrará à meia-noite, do dia 11/outubro/2009.

Só peço três coisas:

1) Caso decida votar, que seja com seriedade.


2) Não vote mais que uma vez, para não prejudicar o resultado.



3) Não marcar mais do que 05 (cinco) opções.


Desde já, Mundo DImais agradece a sua colaboração.

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sábado, 5 de setembro de 2009

Crédito e Demérito: toda moeda tem dois lados

Sabe aquele tipo de pessoa que você olha e de cara percebe que não vai “dar para nada”? Pois, é, por causa desse julgamento aparente, ou como se diz por aí, julgar um livro pela capa, se pode estar cometendo um erro fatal. O ser humano é muito mais do que aparenta realmente ser, ele é o que faz ou deixa de fazer, e não uma pura e simples avaliação ocular de um momento subjetivo nosso. Enquanto isso, tem pessoas que são endeusadas por uma aparente inteligência ou postura de segurança. Novamente o engano.

Nem sempre a pizza mais gostosa é aquela de fatia maior. Parece que se procura mais tamanho e massa do que a qualidade que determinada coisa realmente pode ter. É incrível como se faz uma avaliação tão rápida sobre tudo: ou é ou não é.

Às vezes, aquele indivíduo no qual se julgava ser um tonto, um idiota ou um “Zé Ninguém”, é justamente o oposto, enquanto que o “espertalhão” é um merda. Como se diz por aí, nos melhores frascos podem estar os melhores perfumes. E, nessa coisa de bancar o juiz do cotidiano, as pessoas acabam dando um crédito a quem não merecia, e já o réu, vai passar pelo chicote da língua alheia.

Infelizmente, ainda se valoriza muito mais uma forma do que um conteúdo propriamente dito. É como se dissesse que o joio e o trigo fossem a mesma coisa, embora ambos estejam num mesmo ser.

Se você acredita na lei da vida, da física, no taoísmo ou qualquer coisa cíclica, certamente sabe que toda causa tem um efeito: tudo está sempre mudando e evoluindo, e no fim sempre se volta contra ou a favor de seu praticante. Um exemplo bastante interessante é: uma pessoa que é ridicularizada por qualquer motivo, tanto faz por ser pobre, desfavorecida mentalmente etc., e de repente a Terra dá mais algumas voltas e você vê tal pessoa em outra situação: rica ou até mesmo seu patrão. Que ironia do destino, não?

Vou usar um exemplo bastante real: você tem um blog/site qualquer de jornalismo ou é estudante, aí manda um e-mail para a assessoria comunicação de alguma empresa ou órgão público, solicitando explicações ou tirar dúvidas sobre determinada informação, e muitas vezes sequer te dão bola e na maior falta de educação não te respondem. Por que será? Porque é para um “bloguinho”, e não para o site de um grande jornal no qual a notícia terá repercussão maior. Só que se esquecem que o blog de hoje pode ser um grande site amanhã, até porque as páginas pessoais estão ganhando cada vez mais espaço na mídia, para competir com jornais tradicionais ou então, contribuir com mais informação. Só que o extraordinário não está nisso, mas sim no fato de que hoje é você quem tenta pedir uma ajuda sobre algum fato e ninguém responde, mas amanhã poderão estar loucos te procurando e te implorando para que seja colocada uma notinha sobre algum evento sem graça, até mesmo que um artista qualquer esteve por 10 minutos numa festinha de aniversário de 15 anos. Veja como toda moeda tem dois lados, ou como também falam, há o dia da caça e o dia do caçador.

Tudo nessa vida é uma moeda de troca: hoje se faz um favor, mas amanhã se pode contar com a graça de um favor concedido. A Terra faz muito mais do que andar em círculos: muitas vezes o destino te oferece reprises dos erros já cometidos como maneira de exercitar o aprendizado e não cometê-los de novo, mas parece que de tantos giros se ficou tonto e não se recorda do dia anterior.

Há momentos em que se está por baixo, mas outros, por cima. Esta é uma lei universal que tenta dar uma chance a todos ou pelo menos punir quem estiver merecendo, mas como tem gente que só pensa no hoje, então se f... no futuro.

Mas tem muita coisa que vida parece ser meio que injusto: quem não merece quase sempre se dá bem, e quem provavelmente merecia tal oportune injusto: quem nidade rala uma vida inteira pra conseguir. Enfim, se conclui que tudo o que se deseja não se obtém de “mão-beijada”.

Uma coisa é certa: a tendência do ser humano é sempre progredir, embora existam muitas marés o empurrando em direção contrária. Se muitos não sobem na vida por algum fator de sorte ou sobre-esforço, poderá subir pelas “coxas”, e quem realmente tenta um dia consegue.


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