sábado, 28 de março de 2009

Os Eclipses da Vida

Do mesmo modo que o sol e a lua se escondem, o fazemos com nós mesmos, permitindo que certas coisas aconteçam ou continuem como estão. O Sol e a Lua seriam os olhos de Deus neste mundo, e um eclipse, Seu piscar.


 


Dizem que o pior cego é aquele que não quer ver. Às vezes não se vê uma verdade, porque se acredita em uma pessoa, outras vezes ela já está diante de nossos olhos, no entanto sua dor é insuportável. Carregar o peso de uma mentira é muito pior que simplesmente aceitar uma verdade: sim ou não.


 


Nos colocamos em um sentimento de ostracismo ao afastar certas realidades que já existem, apesar de não querermos reconhecê-las. O fenômeno do eclipse ocorre muito mais na gente do que com os astros citados no texto. Diariamente nos iludimos e repetimos o erro, porque já criamos um conceito de verdade e não podemos mudá-la. Pior que fazê-la é admitir a nós mesmos que estávamos errados todo o tempo. Porém, enquanto não corrigirmos nossas crenças na vida e nos demais, nunca vamos aprender a sobreviver.


 


A vida é feita de “sim” ou “não”. O “talvez” é só uma desculpa para esperarmos um pouquinho mais antes de tomarmos uma decisão. Embora haja indivíduo que passe uma vida inteira em dúvida.


 


Ninguém está totalmente com os olhos abertos pra vida. Há momentos que os sentimentos e/ou a razão nos faz compreender tudo o que acontece ao redor, outras vezes estamos eclipsados ou completamente na escuridão mental.


 


Quando se fecha os olhos para o cotidiano, se o faz pra a própria existência, entretanto, o mais importante que olhar uma verdade, é aceitá-la e tentar corrigir o pouco que resta de alguma coisa ou de nós mesmos. Às vezes dormimos com os olhos abertos, outras vezes estamos acordados, mas com os olhos fechados.


 


Os eclipses podem ocorrer durante o dia ou à noite, mas com algumas diferenças: o do dia é terrível, porque a verdade (o sol) está brilhando aos nossos olhos, mas é muito forte aceitá-la (vê-lo), porque machuca, enquanto que o noturno, o olhamos (lua) e o admiramos por supor que seja belo (isto seria uma boa mentira ou algo que nos deixa fantasiosos, pois não ainda não se conhece a verdade).


 


A vida nos dá mostras diárias de certas ações, como o destino de um filho, um matrimônio, o mundo etc., porém nem sempre se as compreende. Uma mentira é como um eclipse: enquanto está em segredo se está eclipsado, mas depois que a verdade aparece, os astros revelam o que são ou então, causa e conseqüência tomam seus lugares na vida pra dizer aos personagens da novela cotidiana, que não se brinca com a justiça.


 


Na verdade nos eclipsamos mais por nossas próprias crendices em nós mesmos do que nos demais, os quais projetamos expectativas de algo que gostaríamos que eles fossem (talvez porque não nos foi permitido sê-lo). A decepção que sentimos por alguém, no fundo é por nossa própria pessoa que se deixou iludir pelo falso.


 


Não existe tempo limite para este tipo de eclipse. Tudo vai depender dos personagens e da mentira dita. Contudo, se cria um novo problema: além de estar enganando os demais, se o faz a si mesmo, por acreditar cada vez mais nos próprios contos de fadas ou que ninguém vai saber a verdade. Quem costuma contar mentiras não sabe o que disse ou não, porque pra cada pessoa conta algo diferente de uma mesma história.


 


Embora abramos os olhos pra algumas coisas da vida, sempre vai haver outra coisa que os mantém fechados. Não viver eclipsado é o mesmo que conotar, abrir os olhos da mente e desconfiar de todo, principalmente daqueles que confiamos.


 


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quinta-feira, 26 de março de 2009

Minha Ausência

Estimados Leitores,


 


Sinto muito por não ter escrito estes dias, pois não tive tempo, no entanto já estou preparando um novo texto que logo será publicado.


 


Também tenho um problema: decidi migrar meu blog no Terra Colômbia no dia 18 de março e hoje é 27, e já faz 9 dias que meus textos em Mundo Dimasiado Colômbia não aparecem e tampouco o site Terra daquele país me responde às 2 solicitações de ajuda. Apenas espero poder ter de volta meus textos, porque o site garante que nada seria perdido e não é o que estou vendo, infelizmente.


 


Agradeço a compreensão e até a próxima.

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domingo, 22 de março de 2009

Ego: Orgulho e Vaidade

Sabemos que o que define realmente uma pessoa não é apenas as roupas que ela veste, o que escreve e/ou que fala, mas todo o seu “eu”. O ego de uma pessoa é mais do que tudo isso, é sua personalidade, seu caráter, sua verdadeira identidade diante de si própria e do mundo no qual atua. É a essência de um indivíduo, composta por um conjunto de qualidades e defeitos mais ou menos acentuados conforme cada perfil. Tem pessoas que mostram mais suas qualidades, enquanto que outras não se importam de simplesmente exibir os defeitos. Bom, pelo menos pra este não há nenhum tipo de esforço ou fingimento: se é ou não é.


 


Orgulho e vaidade estão entre os pecados capitais, e apesar disso, podem representar em alguns casos virtudes, e não defeitos como se supõe. Na verdade são pontos de vista distintos para essas mesmas palavras: orgulho e vaidade.


 


Ser orgulhoso por achar que pode fazer tudo sozinho e não admitir quando perdeu uma batalha é considerado um defeito, contudo sentir orgulho de si mesmo pelo que é, sem ter vergonha de simplesmente existir e/ou reconhecer que jamais se deve pedir favores a certas pessoas é uma qualidade.


 


Se ficar bonito pra si mesmo e pra alguém que você goste for um pecado, o que seria ficar feio, então? A boa vaidade é aquela que permite ao ser humano ressaltar as qualidades físicas que possui, mostrar que se importa com o outro, mas acima disso, uma prova de que se está bem consigo próprio. E, quem não se cuidar corre o risco de perder seu amor, pois este provavelmente vai procurar em outra pessoa o que não consegue encontrar em casa. É claro que o “eu” interior deve ser sempre melhor do que o exterior ou pelo menos físico.


 


Orgulho e vaidade não possuem sexo. Homens e mulheres devem tê-las. Um homem, por exemplo, pode ter o orgulho de ser um sedutor, ter algo avantajado, ser forte etc. Uma mulher, também pode se vangloriar por ser bonita e outras coisas mais. No entanto, ambos podem se orgulhar por outras coisas: inteligência, honestidade, bom caráter, sucesso profissional etc. Enfim, o orgulho leva à vaidade.


 


Infelizmente tem gente que necessita de palavras alheias pra sobreviver, porque seu ego é fraco ou então, não consegue olhar-se e perceber as qualidades que possui. Este tipo de indivíduo faz tudo esperando um elogio ou reconhecimento dos demais.


 


Existem pessoas que passam uma vida inteira pedindo desculpas aos demais, outras, pra si mesmas. Será que desculpar-se por tudo é a solução? Quem sabe não seja a hora de evitar errar pra não precisar se arrepender tanto? No entanto, tem gente que jamais se desculpa ou finge que se arrependeu de um erro. É quando o orgulho e a vaidade engoliram todos os outros traços de sua personalidade, porque tem mais interesse em mostrar o que não é do que apenas dizer a si próprio que é tão humano quanto todo mundo.


 


Não é vergonhoso reconhecer uma derrota, mas se perde muito mais ao não admiti-la, porque se mantém por pura vaidade um orgulho vão. É como comer sardinha e arrotar caviar.


 


Talvez as pessoas não mudem por completo, entretanto podem melhorar em alguns aspectos. Mas, sabe o que é pior em tudo isso?: Não é pensar que os outros nunca mudam, mas dizer ao nosso ego que nos deixamos enganar a respeito de fulano ou beltrano, quando no fundo supomos ser muito mais espertos que os demais.


 


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domingo, 15 de março de 2009

Os Amores de um Homem

Bom, pra começo de conversa, se você estiver pensando que o amor de um homem é seu amor de infância, talvez esteja enganado(a), não sei! É lógico que o homem, desde a sua juventude, se mete em inúmeras aventuras amorosas/sexuais no intuito de curtir a vida e encontrar-se. O homem namora e se enamora, e pensa que toda a mulher pela qual sente algo a mais (além de uma forte vontade de levá-la pra cama) é a ideal. Pode ser que esteja certo, pode ser que não. Quem sabe? Nem sempre ele sabe. É certo dizer que durante sua vida terá inúmeros romances e provavelmente se confundirá em seus próprios sentimentos.


 


Entre muitos dos amores que o homem sente, talvez o mais fiel seja a paixão pelo futebol. É incrível o sentimento por causa de uma bola. Ele é fanático pelo time do qual faz parte, pula, grita, xinga, chora, enfim, se emociona. Muitas esposas se revoltam por se sentirem trocadas por um esporte, ao ver que seus maridos preferem ficar ao lado de um monte de machos assistindo TV ou numa arquibancada e tomando cerveja, ao invés de ficarem com elas, discutindo a relação, passeando ou fazendo outras coisas juntos. É claro que sem dúvida o homem quer ter a sua mulherzinha pra si, mas como qualquer ser humano, precisa de um espaço só pra ele (até porque enjoa ficar o tempo todo com as mesmas pessoas). O que muitas mulheres não entendem e quiçá nunca sejam capazes disso, é que o sentimento que um homem tem por determinado esporte (o futebol, por exemplo, que é o mais forte ou mais popular) é o de uma intensa vontade de estar naquele jogo e marcar um ponto por seu time e/ou tentar corrigir as besteiras feitas por um jogador. Como no futebol só se permite 11 jogadores de cada lado, o jeito é ficar na torcida mesmo, pois pra esta não há limite de componentes.


 


O outro, ou segundo amor, provavelmente é a atual esposa. Em diversos casos, quando um homem se separa e embarca num novo relacionamento, muitas vezes fica cego com a atual, inclusive quase excluindo os filhos do primeiro casamento e dando mais importância aos do atual (o que é difícil pra muitos entenderem que não existe meio-pai, pois se é ou não é). É claro que o homem que faz esse tipo de coisa é um imbecil, pois um dia pode largar a atual esposa e partir pra outra, pois se fez isso com a primeira pra ficar com segunda, por que não com a terceira, quarta, quinta? Isso também, é lógico, tem um pouco de responsabilidade da atual mulher, pois o afastamento do marido com os filhos de uma relação anterior lhe é aparentemente benéfica (assim sobra mais dinheiro pra ela e pros filhos dessa união).


 


Em diversos casos, a ex se torna uma sombra para o homem, pois se tiver filhos com ela, e pai e filhos forem unidos, provavelmente incomodará a atual mulher, porque se sentirá insegura quanto à aproximação de ambos por medo de que o marido tenha uma recaída. Só que existe também um pouco de ignorância por parte da atual esposa que pensa que afastando os filhos de uma relação anterior, que estará ganhando seu macho. Este tipo de mulher está redondamente enganada, porque mesmo com o desleixo de muitos pais com respeito aos filhos, em algum momento a saudade falará mais alto. E, se ela realmente quiser realmente conquistar o cara, deveria pensar em ser sincera com ela mesma e conquistar os enteados, pois estaria demonstrando que gosta deles (algo que o tocaria muito, por ter na consciência de que é a esposa ideal), embora nada o impeça de em determinado momento procurar outras aventuras amorosas. Uma coisa é certa: o cara que é mau filho, também será mau marido, mau pai, mau tudo. Já dizia minha mãe.


 


Estou seguro que alguns leitores irão gostar deste texto, mas outros o odiarão, porque têm já uma visão pré-formatada de que o amor supera tudo e está acima de qualquer coisa e/ou talvez não tenham entendido o sentido do artigo, ainda mais quando se fala que o futebol é o primeiro amor de um homem e a mulher, o segundo. Vou ser mais específico: o homem (torcedor) não troca de time, mas pode muito bem mudar de esposa no momento em que bem entender. E, antes de se gostar de uma mulher, já se torcia pra algum time. Além do mais, é difícil encontrar algum que deixe de assistir um jogo pra ficar com a esposa, no entanto é mais fácil vê-lo fazer isso com o cônjuge por causa de uma partida.


 


Contudo, a mulher não precisa se sentir excluída ou rejeitada por seu homem, apenas por causa de um jogo, até porque só ela pode fazer certas coisas que o esporte não é capaz de oferecer (se é que você me entende) e também, ele não tem tempo de assistir a todos os campeonatos. A relação entre mulher e bola é ao mesmo tempo complementar para o homem, entretanto, apresentando rivalidades entre ambas as paixões.


 


Além de futebol e mulher, o homem possui outros amores, no entanto estes são os maiores. É claro que pra toda regra existe exceção. Em alguns casos os filhos estão acima de qualquer amor, outras vezes, os pais, ou até mesmo a profissão. Só que depois de tantas coisas ditas aqui, é preciso questionar se o verdadeiro ou maior amor de um homem não é ele próprio.


 


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domingo, 8 de março de 2009

Cérebro: Um Ringue Entre a Inteligência e a Loucura

Dizem que todo gênio é um louco, mas nem todo louco é um gênio. Em todo louco há um pouquinho de ingenuidade, porque nem sempre sabe o que está fazendo. Se o sabe, age como tal por puro instinto. Em geral, um louco não sabe que o é, muitas vezes não tem sequer a consciência de si mesmo, de que existe ou qualquer coisa que seja. No entanto, o maior louco é aquele que sabe o que está fazendo e a conseqüências de seus atos, e mesmo assim continua. É como “dar murros em ponta de faca” ou “bater a cabeça na parede”.


 


Também dizem que de médico e louco todos temos um pouco. Adoramos medicar alguém para não precisar ir a um hospital. Se é médico ao receitar algo que provavelmente já tomamos, mas se é louco ao seguir tais recomendações, pois um remédio errado pode até matar.


 


Genialidade e loucura são os dos extremos que duelam constantemente no cérebro, que é uma espécie de ringue, aliás, a maior luta que o ser humano tem é com ele próprio na busca de sua auto-afirmação.


 


Inteligência se define como a capacidade de raciocinar, de agir, usar a mente de maneira prática e objetiva, de perceber minuciosamente detalhes, colocando as pessoas à frente de outras quanto às suas capacidades.


 


Genialidade nada mais é do que uma inteligência em alto grau, uma mente criadora e difícil de acompanhar, porque já está a anos-luz em relação aos demais.


 


Loucura, no sentido deste texto, seria a falta de lucidez, o oposto à inteligência, seria um estado de insanidade mental ou falta de consciência de si mesmo e de responsabilidade por seus atos.


 


É difícil compreender a loucura de um indivíduo, no entanto quase impossível compreender a sua genialidade ou inteligência super favorável e até mesmo invejável.


 


O bom louco é aquele que não faz mal a ninguém, gosta de se arriscar pelo que acredita. É alguém um pouco atrapalhado ou até mesmo desorganizado. É simplesmente alguém que faz o que muitos gostariam e não têm coragem. Poderia ser entendido também como um inconseqüente. Enquanto que o mau louco é o que prejudica tudo ao seu redor, machuca os demais e não conhece limites entre si mesmo e os outros.


 


Do mesmo modo que um louco pode ser inteligente, - ora agindo com total lucidez, fazendo desde coisas simples até as mais complicadas para nós que pensamos ser normais, ora por algum tipo de influência lunática ou embriaguez emocional, podendo agir conscientemente ou então de modo oposto, -  um inteligente pode ser louco, usando sua mente tanto para o bem quanto para o mal. É o livre-arbítrio ou o instinto de um ser que fala mais alto.


 


Existem vários tipos de inteligência: uma é aquela em que o indivíduo usa simplesmente a lógica, observando o seu cotidiano e faz uma análise e chega à uma conclusão, a outra (porque não posso falar de todas) é a emocional: varia conforme as condições psíquicas de determinada pessoa, que sofre influências interna e/ou externa. Esta talvez seja a mais difícil de explicar, porque a sua razão está na emoção e sua emoção é a razão pra tanta genialidade. Geralmente, este tipo de pessoa possui uma espécie de abismo ou oceano emocional (sua mente é muito profunda e difícil de ser analisada).


 


De onde vem a inteligência? Provavelmente esta é uma harmonia entre corpo e alma, pois ambos precisam estar em total sintonia para se manifestarem. Mas, se você ainda não estiver conformado(a) com essa resposta, ela pode ser adquirida aqui e/ou também ser herança de vidas passadas (para quem acredita nisso). Um indivíduo pode ser inteligente, no entanto seu corpo limita sua manifestação, devido a algum problema emocional ou físico. Ou então, é possível ter um corpo em perfeito funcionamento e, contudo, a mente sofrer limitações. Para que um braço, perna, boca, se mexa, por exemplo, é preciso que o cérebro dê ordem para isso. Mas, você não consegue dar ordem ao cérebro para pensar nisso ou naquilo: ele simplesmente o faz e você é conduzido(a) por ele.


 


Sei que você está louco(a) pra saber de onde vem a loucura. Mesmo que eu me tornasse um, jamais poderia dizer, pois loucos em geral não sabem que o são e o que fazem. A loucura pode ser um estado de impulso temporário ou então eterno. Dizem que a lua cheia exerce influência naqueles que têm problemas mentais.


 


Cassandra de Tróia foi castigada pelo deus grego do sol, Apolo, por rejeitar ser sua amante, sendo considerada louca em suas previsões sobre o futuro de sua cidade. Seria loucura ou genialidade da parte dela? Se faz muito mais loucuras por amor do que por qualquer outra coisa, e Apolo está incluído nisso, pois preferiu punir seu amor através de seu sentimento mesquinho para provar a ela que sem ele não era advinha.


 


Nicolau Copérnico, cientista, astrólogo e tantas outras coisas, levantou a teoria de que o sol seria o centro do universo e não a Terra como se acreditava. Mais tarde se confirmou com os esforços de Galileu e Kepler. É lógico que foi considerado um louco pela igreja, por ser uma ameaça às crenças “cristãs”.


 


Na verdade, a diferença entre um gênio e um louco pode ser mínima se comparada suas atitudes e dependendo do ponto de vista de quem analisa. Um gênio é admirado, enquanto um louco, desacreditado, até que suas fantasias se tornem realidade por ele ou por outra pessoa.


 


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sábado, 7 de março de 2009

Entre os Mais

Estimado (a) Leitor(a),


 


 


Mais uma vez venho lhe agradecer pelos acessos aos meus blogs, pois é uma honra escrever pra você. Esta semana, ao fazer buscas sobre meus blogs na Internet, vi que “Planeta DImasiado”, na Espanha, em 24 de fevereiro de 2009, estava entre as 100 páginas mais buscadas no motor de buscas chamado Ecocho (posição 78), nos Estados Unidos.

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domingo, 1 de março de 2009

Os Velhos Também Amam

Quem disse que o que está velho já não funciona mais ou está morto? Se você pensa assim, engana-se “quadradamente”, pois se enganar redondamente seria pra uma pessoa de mente aberta e não alguém cheio de preconceitos e de visão singular da vida, visto que o mundo é redondo! O fato de uma pessoa estar com certa idade não quer dizer que ela tenha se aposentado da vida ou de si própria. Pelo contrário, é quando ela talvez esteja melhor consigo mesma, porque já viveu muito, experimentou de tudo um pouco e não tem mais aquele tormento psicológico pelo que os demais vão falar se fizer isso ou aquilo, porque simplesmente nada mais parece importar ou então, viver até as coisas mais simples importa.


 


Quando uma pessoa está realmente velha? Depois dos 30, dos 40, dos 50, depois de quanto? Até onde se sabe, a partir do momento em que se nasce até a morte, o ser humano envelhece diariamente, mas parece que isso só começa a chamar mesmo atenção quando os primeiros cabelos brancos aparecem ou então aquelas pregas ao redor dos olhos. É um horror quando isso ocorre. Haja cremes, cirurgia (pra quem pode), simpatias (ninguém foge do tempo ou de si próprio) e muito desespero por parte de narcisistas.


 


Para muitos filhos é mais cômodo pensar que seus pais, depois de uma certa idade, não fazem mais nada na cama, além de pôr a cabeça no travesseiro e roncarem. Kkkkkk. Só vão saber da verdade quando estiverem com a mesma idade. Parece sujo ficar imaginando que o pai com aquela idade tenha coragem de “maltratar” assim a mãe, coitadinha, velhinha e/ou que façam outras posições além do tradicional “papai-e-mamãe” que está mais pra “vovô-e-vovó”. Como se sexo fosse sofrimento! Tem casais que dormem em camas ou quartos separados e mesmo assim “batem ponto” de vez em quando.


 


Tem velhinhos de mais de 60 com jovens de 18 anos por aí. O que seria?: Pai/mãe e filho(a), vovô(ó) e netinho(a) ou um(a) “papa-anjo” (não existe anjos num relacionamento)? No mundo artístico tem muito disso. Se fosse uma pessoa comum ou qualquer, o velhinho seria chamado de trouxa ou então de tarado e, provavelmente a moça, de aproveitadora, piranha etc., e que só está se aproveitando do “pobre coitado” que pela idade não tem mais juízo. Se isso ocorrer no mundo artístico não tem o menor problema. Inclusive tem gente que acha legal, bonito, pra dizer a verdade. Talvez um relacionamento entre uma celebridade bem mais velha - masculina ou feminina, - e alguém comum seja uma forma de vender-se ao outro. Só pra não ficar ofensivo, um escambo: o artista concede ao jovem nome, fama e um pouquinho de sua riqueza, enquanto que o jovem em troca lhe dá auto-estima, por fazê-lo sentir capaz de ainda bancar o conquistador. Ou no fundo, o artista só procura uma companhia, alguém pra conversar, cuidar dele, mas que goste dele, por sentir-se solitário.


 


É claro que o que foi descrito no parágrafo anterior não se aplica a todo mundo: tem pessoas que realmente querem algo sério com alguém de certa idade. Há muita gente, por exemplo, na faixa dos 30 a 40 anos, que procura um relacionamento com alguém muito mais velho, por sentir algum tipo de atração ou então por desejar uma vida mais madura a dois, por saber que nenhum dos dois tem mais filhos pequenos ou qualquer coisa que lhes dêem trabalho. E, se duvidar, uma união entre pessoas de distintas idades pode ser até melhor do que com dois de uma mesma faixa, porque uma das partes ainda pode estar muito imatura, embora o verdadeiro sentimento de maturidade não esteja no relógio que o tempo dá a cada um, mas a partir das experiências e do caráter de cada indivíduo.


 


Independente das sacanagens que possam ou não rolar, envolvendo idosos, o amor que sentem ainda pode ser o mesmo. O coração não envelhece. Os muitos desafios que um casal enfrenta na vida pra permanecerem juntos renovam os sentimentos, porque se tornaram maduros ao aperfeiçoar-se aos exageros e limitações do outro, por compreenderem que cada um tem seu lugar e que juntos formam outro mundo.


 


Não existe idade pra amar e não é por simplesmente estar velho que não exista mais um coração batendo. Pode não palpitar mais como o de um jovem, que tem mais facilidade pra se enganar com suas batidas, mas bate, e certamente com mais segurança, porque seus tempos de travessuras talvez tenham acabado (pra muitos idosos está apenas começando). Essa coisa de jovem ter de namorar jovem e velho só com velho é algo do passado. Qualquer regra é puro preconceito e não há nenhuma lei que conteste a isso.


 


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