domingo, 21 de junho de 2009

Queixas de um consumidor insatisfeito

Parece que em todos os lugares aonde a gente vá, o sistema está padronizado: supermercados, lanchonetes, padarias, bancos, órgãos prestadores de serviços públicos etc. O maior orgulho de muitas empresas é dizer que oferecem um serviço de qualidade, por investir em alta tecnologia, ou seja, uma coisa que não gaste tanto como o ser humano e que possa dar um retorno financeiro mais rápido.


 


Será que só tecnologia basta? Será que investir um pouco mais no ser humano não fizesse o diferencial de tais empresas?


 


Quando eu me refiro a investir mais no homem, não é exatamente oferecendo apenas um bom treinamento para que o funcionário mexa umas coisinhas aqui, outras ali, e resolva o problema. Eu falo de algo que falta em muita gente. Não sei se as empresas treinam alguém para que seja educado ou mal-educado. Creio eu que muito seja reflexo da própria pessoa e do quanto esta veste a “camisa da empresa”.


 


Salários baixos, tarefas de níveis até elevados: Uma pessoa faz o trabalho de dois ou mais profissionais. Compensa? Pergunte pras contas no mês seguinte!


 


O fato de se investir em novas tecnologias é sem dúvida essencial para o progresso de uma sociedade, no entanto, é preciso pensar se todos estão preparados pra isso, pois mesmo que a modernização obrigue alguém a se atualizar, tem gente que simplesmente nunca saiu do século passado, por não conseguir aprender ou simplesmente não tem paciência com coisas “complicadas”, cheias de botões pra apertar. Talvez faltasse um pouco mais de treinamento, só isso.


 


Você vai a um supermercado, por exemplo, tenta comprar algo que esteja precisando e não o acha. Então, chama um funcionário pra que lhe responda e/ou lhe ajude a encontrar o produto. Onde está o funcionário? Bem, por aí, com suas mil e duas obrigações. Enfim, mas quando você consegue achar alguém, porque fica reparando a roupa de todo mundo pra ver se encontra alguém que tenha na roupa a logomarca do loja/mercado, pergunta a ele onde está o que você procura. E, o que você escuta? Simplesmente um: “aqui não é minha seção/departamento! Vai lá na frente e pergunta pra outra pessoa”. Isso é absurdo. Tudo bem que o funcionário não saiba onde esteja tal coisa, mas também não se mostrou interessado em nenhum momento a tentar ajudar o cliente. Lamentavelmente, falta treinamento pra esse tipo de empregado. Se fosse num lugar preparado pra isso, o funcionário iria até o outro departamento, acompanhando o cliente e demonstrando estar interessado ajudar (porque muitas vezes, o que se conta mais é apenas o simples interesse em fazer algo do que cumpri-lo, propriamente dito).


 


Às vezes, se liga pra algum SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente/Consumidor) e é um SACo, porque você fica ouvindo uma músiquinha que já tenta te acalmar, para que seja muito paciente na espera, fica ouvindo mil e uma opções de solicitações de compra ou serviço, ou pior, falando com uma máquina que não entende o que você está dizendo e te pede pra repetir o tempo todo. Por que não resumir tudo na tecla 9? Tão mais fácil, você fala com o atendente e pronto. Mas, não, é porque tem funcionário especializado só pra atender consertos, outros, troca, outros, só vendas, e por aí vai.


 


Você, às vezes pega um ônibus, e quando entra dá um bom dia ou boa tarde ao motorista/cobrador (coisa que nem todo mundo faz), e em diversos casos quando faz, o cara continua lá com o seu mau-humor de todo dia, e não te responde.


 


Em certas lanchonetes, pelo menos em algumas que vejo por aí, eu presencio cada coisa que é inacreditável: é a atendente com uma cara de mau-humor, parece que dormiu de calças! Sabe como se alguém quisesse se livrar de você logo? É isso! Você pede um misto-quente e um guaraná natural, ela te dá o misto gelado, sem sequer derreter o queijo (mesmo colocando na chapa) e o guaraná quente. Tudo ao contrário. Ah, mas isso sem contar quando estão lavando a louça e você chega com a notinha pra pedir algo, muitos nem se dão ao trabalho de secarem as mãos pra te atenderem! É inacreditável! Será que saber atender só é saber ler o que está escrito, contar dinheiro e pegar um troço qualquer na prateleira? Isso qualquer criança de 10 anos faz (ou fazia, pois do jeito que a educação tá indo, nem isso).


 


Talvez a minha opinião não tenha nenhum fundamento para alguns especialistas, já que não tenho diploma nisso, no entanto eu falo também como consumidor, portanto, vale muito mais do que qualquer regrinha ou padrão pré-estabelecido, pois como dizem por aí “o cliente tem sempre razão”, tenho certeza que você também deve ser vítima de muitas dessas coisas que poderiam ser resolvidas simplesmente se o sistema funcionasse (que nesse caso não é uma máquina, mas sim, o ser humano que o cria).


 


Qualquer semelhança aqui, NÃO foi mera coincidência.


 


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