Internet: Um caminho para o sexo
Quando se fala em namoro pela Internet, chat e coisas do gênero, a primeira alusão que se faz é adolescentes. Bom, mas se você ainda tiver essa visão de que só jovens usam estes tipos de sites em busca de um relacionamento, está enganado(a). Grande parte dos internautas do mundo atual nesses tipos de páginas são pessoas acima dos 40 anos, que procuram como qualquer outra um novo amor ou então uma desculpa pra ficar a dois.
Você entra em uma sala de pessoas entre 20 a 30 anos e o quê encontra lá?: Um cinqüentão cara de pau ou então alguém com 14 ou 15 se passando ser mais velho. Vendo por esse aspecto é possível perceber que a Internet se tornou um atalho para a pedofilia.
É interessante questionar o porquê de se tentar achar um amor pela Internet e não pessoalmente, em uma balada por exemplo. Pode parecer divertido, entretanto também pode significar uma fuga da realidade ou um novo jeito de se lidar consigo próprio, por ter dificuldade em sobreviver no mundo real ou então, puro comodismo, até porque é mais fácil receber um “não” pela tela de um PC do que cara a cara. Isso poderia representar uma rejeição muito maior.
Há quem acredite que relacionar-se amorosamente/sexualmente com alguém que se conhece pela web pode dar certo. Tem casos que dão certo, outros não, tudo vai depender muito. É claro que namorar alguém de chat é muito mais difícil, porque não foi algo que aconteceu naturalmente: a pessoa já vai ao encontro da outra com essa intenção, fica imaginando mil e uma coisas, pra dizer a verdade, fantasiando o outro, e quando se encontram vê uma “bicicleta dentro de um saco” ou algo assim, e se decepciona. Não é o mesmo que estar andando na rua normalmente e de repente perceber que alguém está te comendo com os olhos. A sensação é única e a vaidade transparece, pois imagine só!: Entre tantas pessoas que estão na rua, logo você chamar a atenção, isso é magnífico, é emocionante!
Geralmente as pessoas que vão ao encontro de um “amigo digital” se impõem a uma pressão psicológica, não só por imaginar o outro e pensarem que finalmente terão alguém, mas também porque é tudo ou nada, e ambos terão de definir se continuam se falando ou não. A resposta tem que ser na hora. Claro, depois de uma conversa, entre tantas que ocasionaram o encontro.
A verdade é que se cria um nick (apelido) chamativo, um e-mail exclusivo pra sacanagens, se escreve um monte de “abobrinhas” que impressiona quem está do outro lado da tela, um acha que o outro é idêntico em relação aos gostos e qualidades e marcam logo pra se conhecerem. O que muita gente não percebeu ainda é que estão procurando amores em tempo de sexo: numa era livre, por assim dizer, onde tudo ou quase tudo é permitido e/ou aceito, não há mais tanta necessidade de se fingir que se procura uma alma gêmea, mas alguém pra “ficar” (sem compromisso) e dar uns “amassos” de vez em quando, porque se busca uma relação monogâmica, até mesmo por ser um modo de evitar doenças. Sempre vai existir quem quer amor e quem só deseje sexo, isso é fato. Talvez seja melhor assim, porque ambos não se enganam, admitindo tal intenção em uma relação aberta e sincera.
Tem gente que já entra em certas salas de bate-papo apenas no intuito de arranjar uma “foda” pra mais tarde, nada mais, inclusive pessoas casadas ou até mesmo casais que procuram uma terceira pessoa pra incrementar o casamento. Esse tipo de busca também se refere a muitos jovens solteiros e também coroas. Pode ser rico ou pobre, homem ou mulher, heterossexual ou homossexual, não há uma regra pra isso, porque todos são humanos e isso os igualam ou assemelham.
Você jamais chegaria do nada pra um desconhecido e perguntaria diretamente se está a fim de transar (exceto se for alguém que faça “programas”), porque levaria um “não”, provavelmente um tapa na cara ou até mesmo seria denunciado por atentado ao pudor ou qualquer coisa assim, mas na web poderia fazer isso, porque ninguém viu o rosto do outro ou então, no fundo se sabe que ambos podem estar desejando a mesma coisa, e na vida real não daria de jeito nenhum pra fazer isso, porque existe um medo, uma espécie de respeito ou pudor, por assim dizer, pois mesmo que uma pessoa tentasse convidar alguém pra fazer sexo desse modo poderia receber um “não”, mesmo percebendo que o outro está louco pra responder “sim”. Pra falar a verdade, existe uma vergonha de ser descoberto e/ou difamado ou então de se envolver numa “teia de aranha” e não ter mais como sair dela. Você pode até questionar que neste caso, em relação à Internet não seria muito diferente, entretanto os pares já estão em comum acordo, pois têm outra vida e só estão tentando fugir um pouquinho dela. Pra estes casos a Internet se torna um caminho para o sexo, sendo o elo entre pessoas que sentem e querem a mesma coisa e não conseguem dizer isso ao outro pessoalmente.
Gostou do texto ou acredita que alguém esteja precisando lê-lo? Então, envie-o, colocando o endereço do Blog, a categoria e o título do texto.






0 comentários:
Postar um comentário