terça-feira, 24 de agosto de 2010

Pobreza: sinônimo de audiência

Você liga a TV e não tem nada o que presta para assistir. Muda-se de canal, e a mesma coisa: a pobreza alheia sendo exposta como ferramenta de manipulação para aumentar a audiência. É o sensacionalismo transformando a dor em entretenimento. Lágrimas e um sentimento de compensação por desejos frustrados tomam conta do telespectador.

As histórias são bem semelhantes: pai desempregado com o aluguel atrasado ou então, uma família que saiu do nordeste para tentar a vida na “cidade grande”, mas não teve sorte e também não conseguiu voltar pra casa. Certos programas até dão brindes como forma de “ajudar”, e assim “pagar” pelo uso exagerado da imagem de um indivíduo.

Em outra televisora, por exemplo, promete-se transformar uma bruxa em princesa, ou simplesmente fazer o patinho feio virar cisne. A pessoa premiada recebe o tratamento milagroso de algum cabeleireiro, um “banho de loja” e uma cesta com tintas, cremes e outros produtos de beleza caros. A diferença em relação à Cinderela, é que a magia da TV vai durar um pouco mais da meia-noite. Mas, no fim, volta a ser gata borralheira de sempre, pois nem todo mundo tem dinheiro para custear tais luxos.

Tem canal que o artista fica “batendo boca” com o convidado. É um verdadeiro barraco na televisão. Pra virar briga na feira só falta a laranjada! Tem até apresentador que fica xingando ou dançando, enquanto narra uma notícia! Será que ele está animando o programa ou zombando do público?

Têm emissoras que exibem pessoas “confinadas” numa casa em troca de dinheiro. As briguinhas e o sexo são os principais apelos de audiência. Nunca o humano ficou tão exposto e procurado. Parece que é legal ver que Você não é tão diferente dos que estão lá dentro.

Depois dizem que a TV influencia negativamente o telespectador. Contudo, é preciso lembrar que o canal também é influenciado pelo seu público, pois à medida que tais programações conseguem audiência, isto dá um sinal de aprovação para que continue exibindo-as. Sem querer jogar merda no ventilador, mas já jogando, creio que seja possível definir o nível cultural de um povo pelas coisas que assiste. Enfim, gosto não se discute, e é preciso respeitá-lo.

Pobreza é uma palavra que machuca... Lá na alma. Se esta tivesse um “saco” a dor seria lá mesmo. A imagem que se faz a isso é sempre daquelas crianças magrelinhas e barrigudas que passam uma fome danada. Muitas vezes, se fala que é de “classe média-baixa”. Repare que, quem veio de “baixo” nunca diz que foi de “família pobre”, mas de “humilde” ou “simples”, o que não significa nada: tem pobre muito mais metido que um rico, por exemplo, que ‘come sardinha e quer arrotar caviar’.

Todo ex-pobre faz questão de esconder o passado, mas quando se trata de política esforça-se ao máximo em demonstrar o contrário. As pessoas acham lindo e valorizam essa coisa de se apegar às raízes, de dizer que o dinheiro não mudou o caráter, e por aí vai...

O truque é velho (do tempo em que minha tataravó já “pulava a cerca”), mas ainda é um ótimo marketing: abraçar e beijar criancinhas de favela para conquistar o eleitorado e arrancar votos. Uma das provas é que quem gosta de comício é político e pobre, pois estão sempre lotados. Já reparou que, quando passa algum carro com candidatos famosos fica aquela gente correndo, doida pra apertar a mão do indivíduo e pegar um panfletinho?

Tem uma expressão que é muito engraçada: ‘os pobres de espírito herdarão o reino dos Céus’. Se não fosse bíblica, diria que foi algum líder religioso que a escreveu para poder sugar até o último centavo dos fiéis e iludi-los para que não se sentissem menosprezados por “Deus”. Todo mundo sabe que ninguém gosta de ser pobre, e se o é, com certeza foi por falta de opção. Dita frase confunde muita gente, pois a alusão que se faz à “pobreza de espírito” é a de alguém mesquinho, idiota e de mal com a vida.

Pobreza também passou a caminhar junto com limpeza, pois tem muita gente que adora dizer que ‘é pobre, mas limpinha’.

Pobreza só não dá lucro ao pobre, mas é sinônimo de audiência para os ricos.

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sábado, 21 de agosto de 2010

Doce demais... Arripuna

Dentre todos os sentimentos, talvez o mais doce seja o amor. Nesta receita contém uma mistura de alegria, felicidade, esperança e um monte de coisas que só provando para saber. O que faz deste – que é considerado a maior emoção – ser o mais adocicado? Muito amor?:

Certamente, o sabor que se dá a este sentimento é individual e varia de acordo com o tempo e o grau de intimidade que há entre duas pessoas. Num começo de relação, por exemplo, a perda de timidez e os beijos sufocantes são sinais de doçura. Mas, ainda se pode deixa-lo mais gostoso: futuramente os amassos dão um novo paladar ao casal. Mas, quando experimentam do sexo, é puro mel!

Tem gente que acha que o sexo é o último estágio do amor, pois supostamente já conhece os outros níveis da pessoa amada. Engana-se quem pensa desse jeito: talvez o mais complicado seja mantê-lo, pois depois que se delicia do corpo alheio, muitas vezes se perde o encanto e se busca novas “experiências” que vão chegar ao mesmo resultado: sexo.

Não é nada fácil sobreviver com alguém de temperamento tão diferente do seu. Ambos parecem não estar na mesma sintonia. Tudo o que Você faz ou pensa é criticado e quase sempre tem um ‘não’ na ponta da língua. Isto é o amor: um equilíbrio de condutas para o bem-estar de uma união.

Dizem que tudo o que é doce demais enjoa. Será? Quando uma pessoa fica muito melosa com a outra, certamente se torna chato, porque se busca numa parceria coisas, como: amor, confiança, sensualidade, e também, independência emotiva. Ninguém gosta de ter alguém grudado o tempo inteiro. Todo mundo precisa de um momento de “liberdade” a sós ou com os amigos (sem a pessoa amada): para conversar, botar os papos em “noite” (de dia não dá, pois está no trabalho), tomar uma cerveja, ver gente diferente, praticar algum esporte e por aí vai...

Um amor exageradamente doce pode causar ciúmes, neuroses, inveja nas outras pessoas e dependência do(a) parceiro(a). É como um viciado que não consegue ficar um dia sem se drogar, por exemplo. A estabilidade emocional é muito importante para garantir a longevidade de uma união.

Sem os altos e baixos numa relação tudo ficaria monótono. Deste modo não haveria como surpreender a pessoa amada. Presentes, cinemas, restaurantes, shoppings, praias, parques, motéis e fetiches são ótimas dicas para impressionar alguém, e assim quebrar a barreira de gelo que está entre Você e seu amor, por causa da correria do dia-a-dia.

Mas, depois de uma briguinha não há modo melhor de fazer as pazes do que “debaixo dos lençóis”. Parece que o ato fica mais gostoso e intenso. Você fica uns dias sem transar, e já se sente nervoso(a), meio desesperado(a), algo assim... As mulheres já descobriram desde muito tempo – não se sabe quando – que o sexo é uma ferramenta de manipulação contra o homem, na luta por seus ideais. Já virou chantagem sentimental!

Tive uma conhecida (o nome não importa) que não ia pra cama sem uma lata de leite de condensado. É sério (Risos)! Infelizmente, o casamento não durou muito. Provavelmente, o leite não deveria ser de uma boa marca, ou então, ele enjoou de tanto açúcar. Sorte do cara, senão já estaria diabético!

O amor é um sentimento doce, só que demais... arripuna!

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