segunda-feira, 2 de novembro de 2009

As coisas: que durem para sempre

Quanto lhe custa, por exemplo, uma roupa? E um jogo de talheres? Bom, certamente Você vai dizer que depende: do material, da loja que se está comprando etc. Só que a pergunta que se faz aqui é no sentido sentimental, e não no material propriamente dito. Tem gente que, quando compra um objeto, um pouquinho mais caro, guarda a sete chaves, para ser usado somente em ocasiões especiais. Engraçado isso, não? Parece coisa de pobre ou de quem nunca teve nada na vida e que quando consegue comprar algo de valor maior, quer mantê-lo para a vida inteira, por ter em consciência de que tão cedo não poderá comprar outro. Será que é certo pensar assim? São compreensíveis os cuidados que se têm por determinadas coisas, por causa dos sacrifícios feitos para se tê-las, no entanto, é preciso questionar se realmente vale a pena tudo isso.

Uma pergunta que se deveria fazer é: qual é o prazo de validade de um objeto? E o seu? Muitas das coisas, inclusive o ser humano, possuem duração conforme o zelo que se tem. Às vezes os objetos se acabam primeiro, outras vezes, as pessoas. Você se acaba e as coisas ficam de herança para os parentes. E o quê Você desfrutou de sua riqueza ou fruto de seu trabalho? Se não souber responder a isso, deixe que os demais o façam, pois com certeza aquele lindo jogo de faqueiros de prata, aquelas xícaras de porcelana importadas, a roupa comprada naquela grife famosa ou o carro que só falta falar, vai fazer muita gente sorrir (é claro, poderá haver uma certa disputa pelos seus bens, uns por acharem que têm mais direitos que outros, e assim por diante).

Será que já não está na hora de Você usar mais o que realmente lhe pertence? De quê adianta ter algo e não poder usar? É como se não tivesse, não? Ter uma coisa só para dizer que a tem não serve de nada, se Você for uma dessas pessoas que gosta de se exibir para todo mundo e falar que possui isso ou aquilo, porque os outros não terão como saber as coisas valiosas que Você guarda, pois jamais abrirão as gavetas de seu armário ou guarda-roupa, ou nem sempre poderão ir às suas festinhas para apreciá-las. Quanto às ocasiões especiais, somos nós que as criamos. Estar vivo já é uma, não?

Tem gente que esconde demais o que tem, para durar o máximo possível, entretanto há outras pessoas que a todo o momento se aproveitam de uma simples justificativa para usar o que possui, talvez por gostar tanto e se sentir bem, só que pode deixar a desejar e fazer os outros pensarem que só tem aquilo e mais nada: é como uma roupa nova: tem indivíduos que só a usa para ir a um casamento, festa de 15 anos ou entrevista de emprego, enquanto, outros por aí, para qualquer lugar que vão, põem aquela bendita roupa. Isso faz com que se fique “manjado(a)”. Num evento, por exemplo, os demais podem até pensar: “já sei até com qual roupa o(a) fulaninho(a) vai: com aquela calça preta, aquela blusa branca, aquele sapato...”

Enquanto tem gente que vive num clima totalmente desleixado ou relaxado, por não ter apreço por nada, ou então, num clímax espiritual, sem se importar muito com os bens que tem, ou ao menos em tê-los, existem outros que só faltam morrer pelo que possuem, quase que um culto ao materialismo. Já viu aquelas pessoas cheias de frescura, que ficam dizendo para não tocarem nisso ou naquilo, por medo de quebrarem? Pois é, isso também é uma demonstração de apego ao mundo material.

Por quantos natais Você já usou aquele jogo de taças de cristal? Apenas 10, 20 vezes? (levando em conta que já possui tal objeto há dez ou vinte anos). Não se pode definir a importância de um bem para determinado indivíduo, pois cada coisa tem seu valor sentimental: pode ter sido dado de presente por um parente já falecido, ou é herança de família e já existe há tantas gerações, se ganhou num sorteio etc., mas se pode afirmar que o que se tem não é tão ou mais importante que o seu dono.

Se pelo menos todo o dinheiro ou bens fossem suficientes para comprar uma vaguinha no Céu (coisa que não dá) ou subornar o diabo para não ter de trabalhar tanto, seria fácil de entender, mas nem isso. Quando se morre se deixa tudo, e quem sabe, até mesmo as lembranças (não se pode provar tal teoria), já que dizem por aí que depois de morto tudo se acaba.

Tem gente que pensa que, se não tiver mais tal coisa é só comprar outra, mas têm outros que sofrem, se lamentam por terem perdido algo aparentemente tão precioso, só pelo simples fato de a condição econômica, por exemplo, não permitir o luxo de se comprar de novo. De quê adianta querer viver na riqueza se fazem de tudo para viver na pobreza?

Read more...

domingo, 18 de outubro de 2009

Humanimal

Parece incrível e realmente o é: como o ser humano pode mudar tão rapidamente de opinião?!: Hoje é do contra e amanhã, a favor, e vice-versa. Enquanto você não conhece determinado indivíduo é aparentemente fácil julgá-lo: você o acha antipático, metido, etc. e tal, cria uma imagem horrorosa de alguém a quem sequer houve de fato um contato, ou se houve, a primeira impressão pode ter sido péssima. Se vê pelas aparências, ou no fundo, pelo que os olhos realmente querem ver. É como dizem por aí, se avalia um livro pela capa.

Mas quando você conhece a pessoa, de verdade, você até mesmo se arrepende de ter feito um mau julgamento sobre alguém que apenas se mostrava um guerreiro de uma vida tão sofrida. A imagem de orgulho exposta pelo outro some e dá lugar a um herói, de forma invejável. É só quando se conversa com o indivíduo, sem medo, é que se compreendem as atitudes de certas pessoas. No lugar de um rancor sem razão fica um sentimento de pena (o que não deveria ter), mas também de admiração.

Quem poderia imaginar que fulano(a), por exemplo, sofresse de distúrbios mentais, tivesse crises de solidão, passasse um perrengue em casa com um(a) filho(a) doente, que suportasse um(a) marido/esposa problemático(a), ou que tivesse dias que não havia o que comer em casa, e mesmo assim não ficava na porta de ninguém pedindo um prato de comida, e sim trabalhava e tentava planejar o pouco que ganhava para agüentar até o mês seguinte? Quem diria que por trás de uma falsa aparência habitava um ser humano com uma vida caótica? Quem é humano?: O ser que sofre, porque se mostrou tão comum quanto aos demais ou você que descobriu que os demais também têm coração?

Não é porque as pessoas ocultam suas dores, que devem ser consideradas como bichos, pois não mostrar um sentimento pode também ser um. Tem muita gente que não sabe manifestar uma dor, outras não sabem aceitá-la, mas tem aqueles que exageram em suas tristezas para dizer ao mundo que a vida está lhe “sacaneando”, ou então, para dizerem a si próprios que não são tão maus o quanto realmente aparentam, e que no fundo estão sendo vítimas de um acaso.

O que seria o não-humano?: O animal? Acredite se quiser: os animais parecem ter mais sentimento do que muita gente, pois certas coisas que o homem faz em sã consciência, mesmo achando que se trate de um bem, um bicho jamais o faria. Levando em conta que o homem também é um animal, supostamente racional, porque tudo ou quase tudo o que faz é bem pensado ou tramado, é preciso usar a mente para se perguntar se o humano e o animal não se confundem, já que razão e instinto, respectivamente, podem viver num só ser, formando assim o “humanimal”. O ato de agredir alguém, por exemplo, pode ser planejado, mas em geral é puramente impulsivo, no entanto, controlar-se e evitar tal conflito é humano.

É impressionante como as pessoas gostam de uma tragédia, e não é só nas novelas não! Repare como o instinto abre espaço para um sentimento que antes não existia, quando foi citado no texto exemplos de situações pelas quais muita gente passa, e mesmo assim, sabe suportar os problemas como adultos. A todo o instante o ser humano precisa se sentir acima dos demais! E, se não tivesse a dor do outro como desculpa, será que o que se pensa de alguém mudaria com o passar do tempo? É claro que é legal essa coisa de se poder enxergar de outra maneira um mesmo indivíduo e mudar de opinião, mas o chato é que não houve um desejo voluntário para isso, sendo necessário um golpe da vida para tal feito.

Qualquer reconhecimento de um erro e sua devida reparação é algo honesto, a começar consigo mesmo, pois é o primeiro passo para tornar diferente um amanhã, só que uma experiência passada deveria servir de exemplo para as próximas vezes, evitando assim cair novamente na mesma contradição ou auto-engano, mas infelizmente não é o que sempre acontece, já que faz parte do ser humano cometer erros e repeti-los, porque senão fosse deste modo, não seria humano e nem animal, simplesmente máquinas preparadas para cumprir uma função, e nada mais.


Gostou do texto ou acredita que alguém esteja precisando lê-lo? Então, envie o link do texto para outra pessoa, ou também, pode fazer mais do que isso: colocar um link do Mundo DImais em sua página.

Read more...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O melhor prêmio é o reconhecimento

Estimados Leitores,

Desde já, agradeço aos acessos a este site, mas desta vez estou escrevendo por outro motivo: agradecer ao reconhecimento dado a este blog. Hoje, quando estava fazendo buscas de meus textos na Internet tive uma ótima surpresa: vi meu texto, “Até que a falta de Sexo os separe”, sendo citado num foro do Yahoo e eleito como a melhor resposta. O mais surpreendente é que o mesmo texto já havia sido tema neste foro.

Para mim, isso vale mais do que dinheiro, pois o reconhecimento de um trabalho no qual faço gratuitamente servir como referência, é sensacional. Ressalto também a importância de sempre se colocar a fonte de onde o artigo foi tirado, porque valoriza bastante o trabalho de um autor e além do mais é um gesto de honestidade, já que meu intuito é apenas contribuir com conteúdo.

Clique aqui para ver o texto “Até que a falta de sexo os separe

Clique aqui para ver o foro no qual o texto foi tema do foro.

Clique aqui para ver o texto no qual foi eleito a melhor resposta.

Gostou do texto ou acredita que alguém esteja precisando lê-lo? Então, envie o link do texto para outra pessoa, ou também, pode fazer mais do que isso: colocar um link do Mundo DImais em sua página.

Read more...

domingo, 11 de outubro de 2009

Brasil que não vai pra frente 5: Ignorância e Protesto

Uma coisa que se aprende desde cedo, pra não dizer sempre, é que o homem é um ser racional, ou seja, tem a capacidade de raciocinar, tendo assim o livre-arbítrio, o que na prática significa que pode escolher fazer ou não determinada coisa. E isso aparentemente o difere dos outros animais (porque é preciso admitir que o homem também é um animal), mas o que o torna humano é o simples fato de pensar. Bem, parece que nem tudo o que se passa na mente de um indivíduo é bom, porque se fosse deste modo não faria tantas besteiras. Agora vamos ao texto, pois essa pequena introdução é só pra te colocar em um instante de reflexão.

Durante muito tempo, o povo brasileiro lutou por sua liberdade: a princípio para se tornar independente da metrópole portuguesa, e o conseguiu. Depois, para deixar de ser um império e virar uma república, sendo então governado por brasileiros. No fim da década de 80, para se livrar da opressão e da falta de liberdade de expressão que a ditadura militar de 1964 provocou. Quantas pessoas não se calaram? Mais ainda: Quantas pessoas não tiveram suas bocas caladas? Continuando: porque o objetivo não é desenterrar tais assuntos ou questionar o ocorrido, mas sim citar exemplos de esforços vitoriosos desta nação. Um feito maior ainda é a Constituição de 1988, que dá amplos direitos de liberdade ao povo deste país, e é de fazer inveja a muita gente, que mesmo tendo uma educação de primeiro mundo nada pode questionar.

Quantos atos ou supostos crimes de corrupção política não foram noticiados?: É de se perder as contas, e cada um com um nome pior do que o outro! Alguém foi punido? Quem investigava tais acusações?: Você já viu colega punir colega? E o que você fez? Não adianta reclamar com seu vizinho, comentar numa fila de banco ou hospital que o Brasil é uma vergonha, porque você só vai estar desabafando, e mais nada.

Uma menininha de São Paulo caiu do sexto andar do prédio onde o pai morava e toda a sociedade ficou gritando e exigindo justiça, porque o pai era o suspeito de tê-la jogado. Era da sua conta? Não era preciso que o povo se revoltasse com o acontecido e ficasse pedindo castigo ao pai da vítima, porque para isso tinha a polícia e demais autoridades competentes trabalhando no caso. Se questiona se as pessoas não queriam compensar na punição de tal indivíduo todas as insatisfações de uma gente.

Morre um morador de alguma “comunidade”, aparentemente um trabalhador ou então, criança, por causa de uma bala perdida, a polícia é “sempre” culpada, e as pessoas querem logo protestar. O ato é um direito de todos, porém não é o protesto em si que está sendo questionado, mas a forma como é feito: incendiar um ônibus. A primeira pergunta é: O que o dono da empresa de ônibus tem a ver com o fato de alguém ter morrido com um tiro?: Nada, é lógico! Mas, parece que é a forma mais fácil de se chamar atenção, porque seus autores nunca são punidos. É claro que tal atitude pode ter sido impulsionada por algum “líder” comunitário, e muita gente num momento de desespero acaba fazendo a vontade dele (como se isso fosse trazer o morto de volta, quando na verdade só está sendo usada para algum fim sórdido). É sempre melhor acusar a polícia do que algum bandido: se pode receber uma boa indenização do “Estado” por causa disso, já que a polícia é um órgão deste Poder Executivo. Além disso: como reclamar com um marginal? Já viu bandido pagar indenização? Quem for reclamar ainda pode acabar levando um tiro para deixar de ser idiota!

Veja como tem gente ignorante: tem liberdade, mas não sabe o que fazer com ela. Pode falar, mas só se manifesta do jeito errado. Existe uma série de fatos que não são da conta de um indivíduo, e mesmo assim ele se intromete. Tem tantas coisas que o povo poderia reclamar, protestar, exigir impeachment, e mesmo assim se cala. É preciso deixar algo bem claro: se queixar não é o problema, mas continuar no erro, sim: Se Você sabe que tal político praticou algum crime e ainda vota nele, não é ele que não tem jeito, mas Você.

Desde já, ressalto que não estou dizendo que Você deve fazer isto ou aquilo, apenas chamo a sua atenção para fazer uma análise da sociedade.


Gostou do texto ou acredita que alguém esteja precisando lê-lo? Então, envie o link do texto para outra pessoa, ou também, pode fazer mais do que isso: colocar um link do Mundo DImais em sua página.

Read more...

Visitantes DImais:


contador gratis

contador gratis

BlogBlogs - Últimos Visitantes:

BlogBlogs - BlogRank:

Fases da Lua:


The Widgipedia gallery
requires Adobe Flash
Player 7 or higher.

To view it, click here
to get the latest
Adobe Flash Player.
Get this widget from WidgipediaGet this widget from WidgipediaMore Web & Desktop Widgets @ WidgipediaMore Web & Desktop Widgets @ Widgipedia

Copa 2010:

Copa 2014:

Rio de Janeiro 2016:

Tempo na Região Centro-Oeste:

Tempo na Região Nordeste:

Tempo na Região Norte:

Tempo na Região Sudeste:

Tempo na Região Sul:

Seguidores DImais:

O que é o "Mundo DImais"?:

O que é o "Mundo DImais"?:
Antigo blog
É um Site de opinião, informação e crítica, de caráter subjetivo, que surgiu a partir de um blog criado no Terra, em 01 de janeiro de 2008.

Depois de mais de um ano e meio, foi então criado este Site, no intuito de melhorar o acesso aos leitores, com a disponibilização de ferramentas compatíveis com a plataforma desta página, já que no blog anterior, de mesmo nome, nem todos os widgets funcionavam corretamente.

Todos os textos e comentários do blog Mundo DImais (no Terra) foram migrados, respeitando as datas de publicações dos mesmos.

Mundo DImais também possui uma versão em Espanhol para a América Latina e Europa. Mas, o grande orgulho que tenho é saber que mesmo se tratando de um simples blog (do Terra), o qual não escrevo mais, o deixei com mais de 11 mil acessos, e ainda que não haja novas publicações as visitas continuam.

Filosofia "DImais":

Procurar novos caminhos para a verdade, porque sempre haverá mais que duas respostas/soluções para um problema, e que o "SIM" e o "Não", não são suficientes para agir na vida.

Missão "DImais":

Te fazer pensar, oferecer pelo menos dois lados de uma mesma questão, para que Você mesmo(a) decida no que acreditar, pois quase sempre só se encontra um ponto de vista sobre determinada coisa.

Quem sou Eu?

Quem sou Eu?
Diego Francisco
Sou brasileiro, estudante de jornalismo, ciberescritor, e agora, opinólogo. Nasci em 1982, na Cidade do Rio de Janeiro.

Tenho vários blogs espalhados pelo Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa, mas por falta de tempo em postar em todos, decidi centralizar meus leitores em uma única página em Português e outra, em Espanhol. Atualmente escrevo em quatro sites, sendo um de notícias (Leitura Subjetiva), um de jornalismo opinativo (Opinólogo), e dois de opinião sobre comportamento social, em Português (Mundo DImais), e em Espanhol (Mundo DImasiado).

Direitos Autorais:

Protected by CopyrightSpot

  © Blogger templates Newspaper III by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP